Bairro Novo

O Bairro Novo, área urbana da Figueira da Foz localizada entre o Forte de Santa Catarina e a Avenida Dr. Joaquim de Carvalho / Rua Alexandre Herculano, além de aprazível zona habitacional, apresenta um vasto leque de ofertas de bem-estar e o lazer, assente em alojamento, comércio e serviços condizentes com a praia e o mar.

Começou a desenhar-se em 1868, com o nome Bairro de Santa Catarina, fruto da vontade dos sócios fundadores da Companhia Edificadora Figueirense, António Ferreira d’Oliveira, António Lopes Guimarães, Francisco António Diniz, Francisco Maria Pereira da Silva, João Fernandes Gaspar e João Fernandes Tomás, nomes que ainda hoje perduram na memória Figueirense, através da toponímia.

Copiando um modelo muito em voga nas cidades-praia francesas e inglesas da época, no Bairro Novo, a Praia do Relógio acabaria por ser desde meados do século XIX considerada a melhor Praia Portuguesa.

Como Bairro mais cosmopolita da Rainha das Praias, deram-lhe relevo muitos homens da cultura Portuguesa, como Ramalho Ortigão, em 1876 com “As Praias de Portugal”, Luís Viqueira, autor de “Praiabela”, Luís Cajão, João Gaspar Simões e a poeta da “Metamorfose”.

Com o Bairro Novo despontou um novo conceito urbanístico e uma nova forma de encarar e viver a vida.

A partir da zona onde se encontra o Edifício Portugal, constitui-se hoje o centro nevrálgico do Bairro Novo que não tendo turisticamente o buliço de outrora, mantém ainda muita da sua arquitetura inicial, tal como hábitos e costumes que aqui se formaram e se encaixaram na vida dos Figueirenses.

Inicialmente era limitado pelas Ruas dos Banhos (hoje Maestro David de Sousa, Figueirense, músico de craveira internacional), a Sul pela Rua da Boa Esperança (hoje Rua Cândido dos Reis), a Oeste pela Rua do Melhoramento (actualmente Miguel Bombarda), e a Nascente pela Rua da Inauguração (hoje Rua da Liberdade). Onde hoje é a Esplanada Silva Guimarães, tinha uma rua que se chamava Rua da Alegria. A ligação entre a parte antiga da Cidade e o Bairro Novo, fazia-se através da Rua Fresca e da Rua da Fonte. A Rua Praia da Fonte deu lugar ao Jardim Municipal.

Tendo ainda muito do passado, o Bairro Novo atravessa uma fase de renovação e se as estratégias politicas não pesaram muito nessa renovação, a habitação de qualidade a par de um comércio e serviços diversificados, em grande número e em crescente procura, está a tornar o Bairro Novo por estes dias na Âncora que lhe deu vida e estatuto noutros tempos. Não esquecendo o Casino como ponto aglutinador da cultura e do lazer, recuperando o Espírito Tertuliano, trazendo ao Bairro Novo grandes Vultos da Cultura Portuguesa, podemos orgulhosamente afirmar que o Bairro Novo está vivo e tem futuro. Desfrute e obrigado pela visita...

Mapa do Bairro Novo

Acta de Constituição do Bairro

 



 

Visite-nos no  e clique em  , ou envie-nos um email!